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Ilhas de Paranaguá


Cerca de trinta ilhas compõe  a baía de Paranaguá. Entre elas destacam-se:  

 
-Ilha dos Valadares:  

Localizada a cerca de 400 m do centro da cidade numa área de 2,8 km², à margem direita do rio Itiberê. É habitada por praieiros e pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições como a de ser o palco do fandango paranaense, dança típica litorânea. Na ilha, também prepara-se o barreado, comida típica do litoral e pratica-se o artesanato, principalmente cestaria e cerâmica objetos utilitários característicos da região. É ligada ao continente por uma passarela para pedestres e o acesso também pode ser feito por barcos. É abastecida pode energia elétrica, água tratada e rede telefônica.

   
-Ilha da Cotinga:

Local onde os primeiros colonizadores vindos de São Paulo, com a intenção de chegar a Paranaguá, se estabeleceram com receio dos índios carijós que dominavam a região. Situada na baía de Paranaguá, é hoje fonte de mistério, onde acham-se inscrições em ruínas e vestígios do início da civilização paranaense. Faz parte da história desta Ilha, antiga sede da primitiva povoação de Paranaguá, o naufrágio do navio pirata francês Boloret, ocorrido em 09 de março de 1718, sendo que muitos afirmam que piratas lá esconderam um tesouro. Os nativos são índios carijós, que até hoje habitam no cenário onde seus ancestrais nasceram. Em 1677, foi construída uma capela destinada ao culto de Nossa Senhora das Mercês, demolida em 1699, para se erigir a Igreja de São Benedito no continente. Em 1955 foi pedida a reconstrução da antiga ermida, e em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês esculpida em pedra e vinda de Portugal. No ano de 1993 a Ermida foi finalmente reconstruída, sendo sua inauguração no dia 25 de abril. O acesso ao templo é feito através de rústica escada de pedra, formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela visão da cidade e do mar.

  
-Ilha do Mel:
  
-Ilha das Palmas:
Localizada  em  frente a  praia  do  Farol  da  Ilha do Mel, em sua face Norte, de difícil e perigoso acesso feito somente através de barcos.  Um  verdadeiro paraíso natural. Local ainda  preservado e freqüentado  quase  que  exclusivamente  por pescadores amadores que buscam em suas águas o Sargo  e Pampo, peixes que  proporcionam enorme emoção ao serem fisgados.
 
-Ilha Rasa da Cotinga:
Localizada  na  baía  de  Paranaguá,  norte  da  cidade,  a 10 minutos,  sendo  o  acesso somente  pode  ser feito  através de barco. Quando do início da ocupação do Paraná, os primeiros colonizadores vindos de São Paulo com a intenção de chegar em Paranaguá, ali se estabeleceram com receio dos índios Carijós que dominavam a região. Situada na baía de  Paranaguá,  é hoje  fonte  de  mistério, onde são encontradas inscrições em ruínas e vestígios do início da  civilização paranaense . Os nativos são índios carijós, que até hoje habitam  no  cenário onde seus ancestrais nasceram . Em 1677 foi construída uma capela destinada  ao  culto  de  Nossa  Senhora  das Mercês, demolida  em 1699 para se erigir a Igreja  de  São  Benedito  no  continente.  Em  1955  foi pedida a reconstrução da antiga ermida,  e  em 17 de março do mesmo ano realizou-se uma procissão marítima de retorno da antiga imagem de Nossa Senhora das Mercês, esculpida em pedra  vinda  de Portugal. No ano de 1993  a ermida foi finalmente reconstruída, tendo sido sua inauguração no dia 25 de abril.  O acesso ao templo é feito através de rústica escada de pedra, formada por aproximadamente 365 degraus, proporcionando uma bela vista da cidade e do mar.
 
-Ilha das Cobras:
Localizada  próxima  a  cidade.  Nela existia um presídio atualmente desativado. Hoje é a residência oficial do governo do estado. Local de festas e comemorações do Governador do Estado do Paraná. É de acesso proibido.
  
-Ilha das Peças:
Localizada  entre  a  Ilha  do  Mel  e  o  Parque  do  Superagüi.  A Ilha tem cerca de 600 habitantes,  distribuídos  nas  comunidades  de  Ilha  das  Peças,  Quapicum,  Bertioga e Tibicanga.  Aproximadamente  400 pessoas  moram  na comunidade de Ilha das Peças. A única  maneira  de chegar é  através de  barco,  partindo  de Paranaguá ou de Pontal do Sul. A  viagem  demora  cerca  de  duas  horas.  O  local  conta  com  escola  e telefone comunitário. 
 
-Ilha da Europinha:
Habitada  por  36 famílias, com  uma associação formalizada, energia elétrica da COPEL e abastecimento de água por micro sistema comunitário ainda precário. Possui um posto de saúde,  um  telefone  comunitário, uma  Escola " Escola Rural Municipal Nacar" de 1ª a 4ª série,  uma igreja  evangélica . As  fontes  de  renda são a agricultura de subsistência, a pesca  e cultivo  de  ostras.  No artesanato  é feito  de cipó,  madeira  e  bambu  para a fabricação  de  remos, canoas,  balaios  e  vassouras,  mediante  a autorização do IAP e IBAMA  para  utilização  da  matéria  prima.  Localizada  a  uma  distância  de  12 milhas, aproximadamente  30  minutos  e o acesso é marítimo. Como atrativos, pode-se destacar sambaquis  existentes  na  região,  ruínas das habitações primárias dos jesuítas e olarias. Segundo  o  Sr. Círio Costa Fernandes,  por  volta  de 1956, quando ele se mudou para a Europinha,  onde  moravam  seus avós,  nativos  do local,  havia  um sítio pertencente á família  Malucelli,  onde  começou  a  trabalhar  no  engenho  da  cachaça  do local, que transformou-se,  mais  tarde,  em  plantação  de  café.  O sítio  foi  vendido  e  o   novo proprietário, então construiu uma serraria. Na época trabalhavam em torno de 70 nativos da  comunidade,  mas  com  o  passar  do  tempo  foram  emigrando  para  a c idade   de Paranaguá.  Há  pouco  tempo  atrás  ainda  encontrava-se  no local  o engenho, que foi recentemente  levado  para  São Paulo  e hoje  só restam as marcas e ruínas do sítio. Há também  uma  cachoeira  formada  pelo  rio  Tabaquara, de  difícil  acesso  e sem trilhas. (Fonte EMATER)
  
-Ilha Eufrasina:
Possui  85  famílias  e uma associação formalizada . A COPEL fornece energia e o sistema de  água  é  por  micro  sistema  comunitário.  Possui  um posto  de  saúde,  um telefone comunitário  e  uma  escola  de 1ª  a  4ª série.  As  fontes  de  renda  são  a  pesca  e o artesanato feito de cipó e madeira. O acesso é marítimo . (Fonte EMATER)
 
-Ilha do Amparo:
Habitadas  por   94  famílias,  com   uma   associação  formalizada.  Sistema  de  energia monofásica da COPEL e abastecimento de água através de micro sistema ainda precários para  atender aos  moradores.  Possui  um posto de saúde, um telefone comunitário, uma escola de 1ª a 4ª série, uma igreja católica e uma evangélica. A fontede renda é a pesca do  camarão,  que  merece  destaque,  e  outras espécies  de  pescados. Como atrativos pode-se  citar  um  sambaqui  localizado  próximo ao trapiche e de fácil acesso, o rio das Ostras  e  também  o artesanato local de remos, canoas e embarcações, tarrafas, redes, samburás e diversas cestas e  balaios feitos de cipó, madeira e bambu com a autorização da  IAP  e  IBAMA  para  sua  utilização.  Os  produtos  são  vendidos sob encomenda em Paranaguá  contribuindo  na renda das famílias. Amparo fica 4,5 de Paranaguá e o acesso é somente marítimo. (Fonte EMATER) .
  
-Ilha do Teixeira:
Habitada  por  55  famílias,  com  uma associação formalizada , energia elétrica fornecida pela  COPEL  e abastecimento de água ainda em estudo. Possui uma escola municipal, um telefone  comunitário . Não existe posto  de saúde.  O atendimento  médico  é mensal .A fonte  de  renda  provém  da pesca e conta ainda com um grande potencial para cultivos marinhos. O acesso é marítimo.  Como atrativos pode-se destacar o artesanato de cipó e de madeira para a fabricação de canoas, remos, etc. (Fonte EMATER)
 
-Ilha Ponta do Ubá:
Habitada  por  40  famílias,  com  uma  associação  formalizada.  O  sistema de  energia é fornecido   pela  COPEL,  e  o  abastecimento  de   água  é  através   de  micro   sistema comunitário.  Possui um posto de saúde com atendimento mensal,um telefone comunitário e  uma  escola  de  1ªa 4ª série. As fontes de renda são a pesca e o artesanato feito de cipó  e madeira.  O  acesso  marítimo a uma distância de 15 milhas de Paranaguá. (Fonte EMATER)
 
-Ilha de Piaçaguera:
Habitada  por 38 famílias, com uma associação formalizada , energia elétrica monofásicas fornecida  pela  COPEL  e  abastecimento  de  água  ainda em estudo. Possui uma escola municipal,  um  telefone  comunitário  e um  posto de saúde. A fonte de renda provém da pesca.  Fica  a 5 milhas de Paranaguá e pode-se destacar como atrativo o artesanato de cipó e madeira. (Fonte EMATER)
  
-Ilha de São Miguel:
Com  80  famílias  e uma associação formalizada , possui sistema de energia pela COPEL e água  por  micro sistema comunitário precário. Possui um posto de saúde com sistema de atendimento  mensal, um telefone comunitário e  uma escola de 1ª a 4ª série. O trapiche precisa ser melhorado. A fonte de renda provém da pesca, da agricultura de subsistência e  do artesanato de  cipó e madeira.  O  acesso é marítimo a uma distância de 15 milhas. (Fonte EMATER)
  

      

 

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